domingo, 29 de novembro de 2009

Será que há consenso?



Antes de vos contar as minhas impressões da feira de vinhos, deixo-vos com mais uma prova, desta vez o Consensual - Grande Reserva 2005.
Da região do Douro, este vinho é do produtor António Caetano de Sousa Faria Girão da Quinta das Torres.
As Castas são: Touriga Nacional (45%), Tinta Roriz (15%), Tinta Barroca (10%) e
Touriga Franca (30%).

O Vinho é muito concentrado na cor e no aroma, com notas de fruta madura como amoras, cerejas e ameixas e um sabor muito leve a chocolate.
Com taninos fortes é um vinho com sabor muito intenso.

Li sobre este vinho, que prometia, para quem tivesse paciência e soubesse esperar, provavelmente foi por isso que não gostei, no mesmo dia que o comprei bebi-o.
Até pode ter sido da minha falta de paciência, mas para mim não serve... e espero que emitam as vossas opiniões para saber se a minha opinião é consensual…

domingo, 15 de novembro de 2009

Estaremos presente pelo segundo dia, eu e o Diogo... Stand da Fundaçao Abreu Callado

sábado, 14 de novembro de 2009

Hoje eu e o Sr. Engenheiro vamos andar por aqui:



Ele até vai lá estar nos próximos tres dias, eu não sei se aguentarei tanta prova.

Tudo com o Alto patrocinio de:


terça-feira, 10 de novembro de 2009




Ora então muito boas tardes ao cavalheiros e cavalheiras que se denificam a ler este sempre e tão bem escrito blog!


Desde já queria agradecer ao meu amigo João Levy pela sua partilha de mais uma boa vilhaça que se produz aqui pós lados da Casa Branca, terras de Portugal!




Pois bem...


Amanhã dia de S. Martinho...e como diz o ditado...vai à Adega e prova o vinho!


Nada como uma castanha assada nestes dias que começam a ser um pouco frios...e para a acompanhar nada como uma Jeropiga ou um vinho abafado / licoroso!


Aqui pela adega onde trabalho até se produz um vinho licoroso bastante engraçado!


Como se faz? muito fácil...


espremem-se as uvas brancas separando-se o mosto do bagaço!


decantação a frio e paragens da fermentação com aguardente viníca. Envelhecimento em quartolas de carvalho...e pronto...sai um licoroso limpo...com cor palha / oxidado dando uns tons de caramelo... aroma a lembrar mel e nozes...mas com a castanha é que é bom! tambem nao vai mal com nozes...e sobremesas?!...ou uns queijos no aperitivo?! do melhor...tem de ser servido fresquinho aí a uns 10ºC e com uma pedra de gelo também não fica mal, se não pode-se tornar um pouco enjoativo...temos é de ter cuidado com a quantidade que se bebe...entao se se vai a guiar...ummmm....o melhor é ficar-se só por um copo! é que escorrega de uma maneira tão agradável, que quando damos por ele já a garrafa vai vazia...e os seus 20% nem se notam!


S. Martinho...


Começa a sair o vinho novo...a água-pé...e na adega já se sente uma certa paz reconfortante...os vinhos repousam...esperam o fim da fermentação maloláctica para, enfim, poderem ir repousar finalmente até se fazerem os lotes. Alguns, aqueles que portaram melhor, vêm o seu esforço recompensado pelo repouso, que os espera, bem aconchegadinhos dentro de uma barrica, envoltos pela madeira, que lhes dá um envelhecimento e evolução que nada mais a pode substituir...é como um filho no ventre de uma mãe...absorvendo e alimentando-se dela ao longo de 9 meses, para depois sair, crescer...e quisá desenvolver-se num ser humano fantástico...assim está também o vinho...na vindima prepara-se tudo...cuida-se das uvas, colhem-se com carinho. transportam-se para a adega, onde com especial cuidado são fermentadas donde provem o vinho.e então entre este novo ser e o seu criador criam-se laços de amizade e de um grande amor. e então ele vê que o produto da sua dedicação deve ser cuidado, acarinhado e protegido como se de um bebe acabado de ser fecundado se trata-se. e nada como o calor do ventre da mãe...e então transporta-o para a barrica que virá a ser o local de desenvolvimento e crescimento deste novo ser que quando foi para lá era apenas algo que poderia vir a ser muito bom...e 9 meses lá passa (consoante a vontade do seu criador), a espectativa a cada mês, a cada prova, a cada análise, aumenta. No fim dessa gestação, o vinho nasce, sai do seu cantinho confortável, cheio de puxança e alegria para estar neste mundo e dar felicidade áquele que o pôs neste mundo.


O seu criador volta a olhar para ele, e pensa - Que será de ti meu filho? - tanto amor te dediquei, tantas noites sem dormir, tantas dores de cabeça e preocupações...mas ele não o desaponta. Apenas ainda é uma criança, jovem demais para ser apresentado à sociedade. vai para a garrafa acabar de aprender os primeiros passos e palavras...mais 1 ano, 2, 5...os que forem necessários até ver que se torna num jovem cheio de vigor, irreverência e alegrias para nos dar...dá a sua cóta parte á sociedade. Agradece ao seu criador toda a dedicação que lhe prestou....e o criador num orgulho muito seu apresenta-o aos amigos e familiares mais queridos! que jovem!


Jovem!!...vai evoluindo, vai crescendo, vai-se preparando para a fase seguinte...volta a reaparecer, volta a entusiasmar, está diferente...o que mudou? parece mais adulto, apresenta-se mais complexo e responsável, cresceu...perdeu é certo, aquela fruta fresca...mas cresce para melhor...


O seu criador...volta a sentir um orgulho muito grande neste adulto que tem tanto para nos mostrar... e então com uma paz imensa e com sentimento de que deu o seu contributo para o mundo, retira-se...


O vinho, essa sua criação, envelhe-se...mas não se retira, sem antes demonstrar ao mundo que velhos são os trapos...que ele tem muito para ensinar, oferecer e partilhar o seu testemunho de uma vida bem vivida e dedicada a dar alegrias aos outros.


É isto que eu quero criar um dia! e é a esta arte de fazer vinho a que me dedico dia a dia...


Por isso convido a todos a irem visitar o fruto de tantos mestres e criadores de vinhos neste nosso Portugal.


Começa já nesta 6a o encontro de vinhos e sabores...a Fundação Abreu Callado vai lá estar e eu juntamente com ela! por isso que quiser passar um bom tempo a provar vinhos e a partilhar experiencias de vida, aventuras e histórias apareça por lá...garanto-vos que vão passar um belo momento e conhecer pessoas muito interessantes e fantásticas!




Até lá...


Saudações Abafadas




Diogo C. d'Abreu

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mouchão: Pequenas Ilhas num rio

Ultimamente todos nós somos confrontados por uma enorme revolução ao nível dos vinhos. Hoje em dia qualquer um faz vinho (Não estou a criticar o nosso caríssimo amigo Diogo Cancela de Abreu), por isso vos proponho como o nome diz e bem, um excelente vinho no meio de tantos outros. MOUCHÃO

Certamente não é vinho para se escolher pelo lado direito da lista, como compreendem o que é bom é caro e neste caso 25-35€.

Nada mais difícil é descrever este vinho pois embora saibamos que é bom, não conseguimos descreve-lo devido ao turbilhão de sensações criado pelo mesmo.

Posto isto e com grandiosa dificuldade cá vai a minha interpretação de sensações:

Nada mais importante do que a primeira impressão, neste caso o rotulo! Rotulo limpo com ar simples mas ao mesmo tempo sofisticado.

A sua intensa cor de rubi e a sua enorme potencialidade aromática concedem-lhe um ar provocante. A sua fruta vermelha destaca-se pela sua boa maturação e pela excelente extracção de princípios activos (maceração), também apresenta um ligeiro sabor terroso com alguns toques silvestres tudo isto envolto num pequeno sabor achocolatado. Claramente um vinho vivo no qual verificamos a presença de taninos activos concedendo-lhe assim boas condições de envelhecimento.

Resumindo por palavras soltas:

-Nobre
-Vigoroso
-Fresco
-Robusto
-Individualidade

Composição:

Alicante Bouschet:

A casta Alicante Bouschet, é há muito tempo a menina querida da herdade de Mouchão, proveniente de França onde esta casta cria diversos problemas apenas vinga em Mouchão devido ao clima quente e seco onde adquire as suas inúmeras horas de sol necessárias, aos solos de várzea com presença de argila o que permite o armazenamento de agua e por fim a sua muralha de ladeiras que criam o seu próprio microclima.

Trincadeira:

“Nacional, e o que é nacional é bom!”

Sobre esta casta pouco há a dizer, não que não seja importante mas sim pela posição que já encontra em qualquer bom vinho. No Mouchão é claramente a casta que lhe concede o seu sabor a fruta fresca.



Posto isto, apenas vos peço que abram os cordões a bolsa e que experimentem!



Aquele abraço,



João Levy

Primeiro Convidado

Conforme escrevi no primeiro post deste blog: "
"De tempo a tempos, queremos convidar amigos a escrever connosco e a partilhar as opiniões deles neste espaço."

O nosso primeiro convidado partilha connosco o gosto pela boa Pinga, a boa gastronomia, um belo fado e uma belíssima tourada.

Companheiro de jantaradas e pestiscadas, garraiadas, algumas(boas) Noitadas, e como não podia deixar de ser das fadistices organizadas por Lisboa e Praia Grande.

O nosso primeiro convidado, no qual temos muita honra, é o nosso bom amigo João Levy.

Obrigado João pelo texto, espero que tenhas oportunidade de escrever muitos mais.

Grande abraço

(O João ainda não sabe mas vai ser o representante oficial do nosso blog na Golegã)

O texto segue dentro de instantes.