quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mouchão: Pequenas Ilhas num rio

Ultimamente todos nós somos confrontados por uma enorme revolução ao nível dos vinhos. Hoje em dia qualquer um faz vinho (Não estou a criticar o nosso caríssimo amigo Diogo Cancela de Abreu), por isso vos proponho como o nome diz e bem, um excelente vinho no meio de tantos outros. MOUCHÃO

Certamente não é vinho para se escolher pelo lado direito da lista, como compreendem o que é bom é caro e neste caso 25-35€.

Nada mais difícil é descrever este vinho pois embora saibamos que é bom, não conseguimos descreve-lo devido ao turbilhão de sensações criado pelo mesmo.

Posto isto e com grandiosa dificuldade cá vai a minha interpretação de sensações:

Nada mais importante do que a primeira impressão, neste caso o rotulo! Rotulo limpo com ar simples mas ao mesmo tempo sofisticado.

A sua intensa cor de rubi e a sua enorme potencialidade aromática concedem-lhe um ar provocante. A sua fruta vermelha destaca-se pela sua boa maturação e pela excelente extracção de princípios activos (maceração), também apresenta um ligeiro sabor terroso com alguns toques silvestres tudo isto envolto num pequeno sabor achocolatado. Claramente um vinho vivo no qual verificamos a presença de taninos activos concedendo-lhe assim boas condições de envelhecimento.

Resumindo por palavras soltas:

-Nobre
-Vigoroso
-Fresco
-Robusto
-Individualidade

Composição:

Alicante Bouschet:

A casta Alicante Bouschet, é há muito tempo a menina querida da herdade de Mouchão, proveniente de França onde esta casta cria diversos problemas apenas vinga em Mouchão devido ao clima quente e seco onde adquire as suas inúmeras horas de sol necessárias, aos solos de várzea com presença de argila o que permite o armazenamento de agua e por fim a sua muralha de ladeiras que criam o seu próprio microclima.

Trincadeira:

“Nacional, e o que é nacional é bom!”

Sobre esta casta pouco há a dizer, não que não seja importante mas sim pela posição que já encontra em qualquer bom vinho. No Mouchão é claramente a casta que lhe concede o seu sabor a fruta fresca.



Posto isto, apenas vos peço que abram os cordões a bolsa e que experimentem!



Aquele abraço,



João Levy

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